quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ameaça ao Código Florestal


Grupos de parlamentares, representando os interesses de ruralistas ou especuladores imobiliários, têm apresentado inúmeros projetos de lei alterando o Código Florestal, tornando-o menos eficiente no seu objetivo de proteger os recursos naturais.
Em tempos de se repensar o modelo de desenvolvimento, o modelo de sociedade de consumo e as salvaguardas necessárias para se frear as ações destrutivas dos recursos naturais, tais ações representam um inominável retrocesso.
Infelizmente, não estamos sós. Há algumas semanas o gigante da mídia estadunidense, Washington Post, publicou matéria se referindo a ações concentradas de congressistas conservadores e moderados que por lá, também reclamam da legislação ambiental.
Além dos argumentos relativos às necessidades de se “adequar” a legislação ambiental às necessidades de grandes agricultores e pecuaristas, lá e cá reclamam das dificuldades de licenciamento de empreendimentos como rodovias, hidrelétricas, centrais nucleares, aeroportos e outros.
O que nos cabe?
É nosso papel acompanhar este debate e cobrar de nossos representantes no Congresso Nacional que sejam vigilantes quanto às tentativas da chamada flexibilização da legislação ambiental, o que trará maiores prejuízos ao nosso tão agredido meio ambiente.

Um comentário:

Rodrigo Hogera disse...

Grande Gabriel,

Esse é um assunto um tanto quanto delicado, senão vejamos:

Primeiramente, concordo contigo em gênero, número e grau, no que tange a nossa preocupação e acompanhamento de perto desse trâmite, até mesmo para tentarmos de alguma forma que seja, que não exista flexibilidade alguma, ao que diz respeito o seu texto.

Segundo, que já estando atentos a essas mazelas da justiça que cada vez mais esmorecem ante a economia altamente capitalista e, assim, contribuem vertiginosamente para a diminuição da nossa flora, fica difícil o controle, pois o meio escuso, que atua sem lei como àqueles que derrubam árvores clandestinamente na Amazônia por exemplo, quanto mais se houver um abrandamento das leis ambientais. Se bem que pensando na clandestinidade, a lei à esses seres já não cabe mais.

É complicado, vivemos em uma sociedade onde os nossos irmãos somente querem usurpar da mãe natureza, é o famoso "venha a nós e o vosso reino nada", assim, dia após dia, a natureza nos manda respostas catastróficas em tom talvez de desabafo, um famoso "parem, não aguento mais!!!" e, surgem os furacões em Santa Catarina, secas aonde antes chovia, chuvas torrenciais aonde antes água pouco se via, frio no verão e calor no frio. Virou uma bagunça, isso tudo por sí só? Claro que não, são consequências que o homem vêm arquitetando há tempos. Isso sem contar no mundo em sí, tsunamis, terremotos, inundações, ciclones, virou constância de 4, 5 anos para cá.
Será que ninguém vê isso, meu Deus!?

Desculpa se me estendi, mas é um assunto que tenho interesse.

Um abraço Gabriel. A voce e a todos os seguidores.

Até

Rodrigo A. Hogera