sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Restaurante é fechado por vender carne






Notícia de novembro de 2009: Dois restaurantes foram fechados, no Bom Retiro, em São Paulo, por vender carne de cachorro.
Havia motivos de ordem legal – abatedouro clandestino e a proibição, no Brasil, de abate de cachorro para o consumo. Seu proprietários foram presos.
O fato causou comoção, não pelo aspecto legal, mas pelo cultural. “Nossa, eles pegavam cachorros na rua, matavam e vendiam a restaurantes que os ofereciam cozidos ou assados a seus clientes”, espantam-se os leitores da notícia. E é este aspecto que quero abordar, o lado ético-cultural da relação dos seres humanos para com os animais.
Detalhe da notícia:os proprietários eram coreanos e os frequentadores do restaurante, via de regra, também eram. Na Coréia, a carne de cachorro é vendida e consumida normalmente.
Em visita à Itália, certa vez vi, no espaço destinado à venda de carnes de uma grande cadeia de supermercados,um setor só para a venda de carne de cavalo.
Considerando todos estes fatos, do ponto de vista ético, pergunto: que diferença faz comer carne de vaca, de cavalo, de porco, de cachorro, avestruz, macaco ou gato? Aliás, o porco é, por exemplo, um animal domesticável, inteligente, limpo e usado, inclusive, na Europa, para farejar trufas, dado o fato de que seu faro seria mais apurado do que o dos cachorros. Em meu ponto de vista, diferença ética nenhuma.
Há, evidentemente, diferenças culturais (porco, aqui pode, cachorro, não)e relativas aos impactos ambientais que provocam (o gado provoca mais impacto do que a criação de galinhas).
Notícia de novembro de um ano futuro: fico imaginando um cenário dado por uma mudança de postura ético-cultural-ambiental onde a espantosa notícia seria
restaurante fechado por vender carne.

P.S. Gostei muito de ver o artigo(ainda com uns pequenos erros, aqui já acertados) publicado na Agência de Notícias de Direitos dos Animais (Brigadão, Carol!) e do vídeo que a Goveg passou, demonstrando de forma insofismável o que afirmei sobre a inteligência dos porcos.
Veja o vídeo, vale a pena!http://www.metacafe.com/watch/1973925/nunca_mais_como_carne_de_porco/

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Rodeio, cultura, entretenimento...


No último dia 22, o jornal Bom Dia Sorocaba publicou duas cartas de seus leitores com argumentos favoráveis aos rodeios e nos atacando – ao grupo que articula o Movimento Sorocaba sem Rodeio.
Respondi a carta nos seguintes termos.


Rodeio, cultura, entretenimento...

Com relação às duas cartas publicadas na edição de 22 de outubro no “Bom Dia”, argumentando que os Rodeios são atividades culturais, que movimentam a economia, que os touros não são machucados, que fazemos churrascadas com carne bovina em nossas reuniões (sic), gostaria de manifestar-me.
O Coliseu da Roma antiga já teve atividades consideradas, naquela época, como “culturais”, promovendo o “entretenimento” da população; as touradas, infelizmente, ainda reúnem milhares de admiradores em boa parte do mundo, embora haja um número cada vez maior de “torcedores do touro”; as brigas de canários e galos também já foram consideradas “culturais”. Movimentar a economia? Ora, a compra e venda de drogas também movimenta. Então, calcar as argumentações em “entretenimento” “Cultura” em “geração de empregos”, é por demais superficial. Nem vou entrar nessa argumentação pobre de que fazemos churrascadas.
O debate é: de que cultura estamos falando, de que tipo de entretenimento?
O que está em debate, no plano de fundo, são os paradigmas que devem alicerçar a relação do ser humano para com o meio ambiente, incluindo-se aí sua relação com as árvores, com os rios, com os animais selvagens, com os domésticos e domesticados, enfim, sua relação com o planeta. As perguntas são: porque fazê-los sofrer para nossa diversão? Que direito temos sobre eles a ponto de torturá-los e matá-los para nosso prazer?
Por último, os missivistas querem nos fazer crer que não há sofrimento animal, tortura, estresse nos rodeios. É, os bois e cavalos corcoveiam de plena felicidade para serem aplaudidos ao final. A gente é que, em nossa ignorância, não entende essa sutil linguagem animal.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ao mestre com carinho!



Este foi o comitê de boas-vindas que os Tucanos montaram para receber os mestres que queriam acompanhar a votação de um projeto de lei de interesse da categoria, na Assembleia Legislativa do Estado, no dia 20 de outubro.

Uma imagem que vale mais do que mil palavras!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

PC do B realiza sua Conferência Estadual



Gabriel Bitencourt é reeleito para a direção do partido

Neste último final de semana, 10 e 11 de outubro, cerca de 600 delegados de todo o Estado de São Paulo reuniram-se na capital para debater os principais assuntos de interesse partidário, eleger sua nova direção e os delegados que participarão do 12º Congresso Nacional do partido.
Gabriel Bitencourt foi reconduzido ao cargo de dirigente estadual do partido e eleito delegado ao Congresso do Partido que será realizado no início de novembro, em São Paulo.

Resolução sobre Meio Ambiente é aprovada

Além da resolução política proposta pela atual direção, apenas outras duas foram aprovadas, uma versando sobre a temática racial e outra, elaborada por Gabriel, sobre Meio Ambiente.
Bitencourt comemora o fato, por entender que “este tema tem que ser alvo de preocupações, reflexões e elaborações de todos os segmentos representativos da sociedade e nosso partido não poderia abrir mão de se apropriar desta causa com o compromisso de fortalecer a luta por um ambiente que abrigue, de forma sadia, estas e as futuras gerações”.

domingo, 11 de outubro de 2009

20 mil assinaturas, um grande desafio!





Já sabíamos, quase ninguém porta os dados de seu título de eleitor. Isso dificulta muito!
Mas estamos firmes e confiantes!
Neste sábado, estivemos no Boulevar Braguinha coletando assinaturas. Estaremos no próximo sábado, no outro, no outro...e em vários outro pontos de aglomerações, até atingirmos nossa meta.


Você quer ajudar e não sabe como? Então veja:

1. As assinaturas só são aceitas “no papel”, nada, portanto, de petição on-line;
2. É necessário, por determinação constitucional que, além da assinatura, sejam colocados os dados constantes no título de eleitor;
3. Como a legislação é municipal, só serão aceitas as assinaturas de quem tem título de eleitor em Sorocaba;
4. Você pode acompanhar nossas movimentações pelo blog e ir “a campo”coletar assinaturas conosco ou...pedir que enviemos um e-mail com o baixo-assinado em anexo.
Você pode coletar as assinaturas e nos entregar o abaixo-assinado completo, ou não.
Entregue nos seguintes locais ou entre em contato pelo e-mail ou telefone que constam da folha do abaixo-assinado.


E-mail: sorocabasemrodeio@gmail.com
Telefone: 9700 7565, com Gabriel

ou

Escritório Estevan Fernandes
Av. Itavuvu, 2668

Clínica Veterinária Cão Boy
Av Gal Osório, 910

Clínica Veterinária “Espaço Veterinário”
Av. Santos Dummont, 100

Restaurante “Laranja Melhor”
Rua da Penha, 999

Obrigado pela contribuição!
Abraço!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ameaça ao Código Florestal


Grupos de parlamentares, representando os interesses de ruralistas ou especuladores imobiliários, têm apresentado inúmeros projetos de lei alterando o Código Florestal, tornando-o menos eficiente no seu objetivo de proteger os recursos naturais.
Em tempos de se repensar o modelo de desenvolvimento, o modelo de sociedade de consumo e as salvaguardas necessárias para se frear as ações destrutivas dos recursos naturais, tais ações representam um inominável retrocesso.
Infelizmente, não estamos sós. Há algumas semanas o gigante da mídia estadunidense, Washington Post, publicou matéria se referindo a ações concentradas de congressistas conservadores e moderados que por lá, também reclamam da legislação ambiental.
Além dos argumentos relativos às necessidades de se “adequar” a legislação ambiental às necessidades de grandes agricultores e pecuaristas, lá e cá reclamam das dificuldades de licenciamento de empreendimentos como rodovias, hidrelétricas, centrais nucleares, aeroportos e outros.
O que nos cabe?
É nosso papel acompanhar este debate e cobrar de nossos representantes no Congresso Nacional que sejam vigilantes quanto às tentativas da chamada flexibilização da legislação ambiental, o que trará maiores prejuízos ao nosso tão agredido meio ambiente.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

...e quem paga o pato, ou melhor, o piso?

Foi tudo mal feito!
À época era vereador. Claro, por dever de ofício fiscalizava tudo o que envolvia a Administração Pública Municipal e seus atos.
Quando soube da pretensão do prefeito em trocar todo o piso do centro da cidade, fiquei por demais atento. Tanto pelas vultosas quantias que seriam despendidas dos cofres públicos, quanto pela substancial alteração na paisagem urbana que tal ação proporcionaria.
Depois de buscar as informações, passei às críticas.
Primeiro passou-se por cima da lei que instituiu um “piso padrão” para a região central da cidade. Se a intenção era mudar o padrão, que se mudasse a lei, portanto! Mas, preferiu-se passar por cima da lei.
Depois o custo. Milhões de reais para se retirar o piso antigo, adquirir o novo e, depois, implantá-lo. Ao mesmo tempo, a cidade carecendo de investimentos em áreas sociais básicas, mas...a ação era classificada de ato discricionário do prefeito – o prefeito tem o poder de decidir sozinho. E como sempre, se ele queria, ele fazia.
Por último, a crítica pelo fato de ser um piso inadequado para os fins a que se destinava – obviamente escorregadio, principalmente ao ser molhado.
Passados os anos e centenas ou milhares de tombos com maior ou menor gravidade, a prefeitura, através de outra administração, resolveu agora trocar o piso.
Vai tirar este, comprar outro e implantá-lo.
Vamos pensar. Houve o custo da remoção do piso antigo, da compra do novo - inclusive com estoque para reposição-, e o custo de sua colocação; agora, a compra de outro, a retirada do atual e a colocação do “novíssimo”. Quanto custa tudo isso? Quem paga tudo isso?
A pergunta que se faz é a seguinte: quem paga por tal ineficiência administrativa?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Marina Silva



Marina é uma das pessoas mais incríveis que conheci.
Em comum temos a bandeira de defesa do meio ambiente, nossas mais de duas décadas no mesmo partido e, agora, nossa saída do PT que nos acolheu no início de sua formação.
Em comum, também, um sentimento triste ao abandonar o caminho partidário que, acreditávamos, nos levaria à nossa utopia – ou bem próximo dela!
Marina, certamente, não busca outro palanque ou palco para um projeto pessoal, procura outro caminho com o mesmo objetivo:a busca da utopia de um mundo fraterno, humano...e ambientalmente sustentável.
Tomara acerte! Que a sua opção contribua para os avanços sociais até aqui conseguidos e para a sustentabilidade do planeta!
Boa sorte!
Sua sorte é a nossa sorte!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Fórum sobre os direitos dos animais é realizado com grande sucesso



O início foi despretensioso.
Por e-mail começamos a trocar idéias. Protetoras individuais e preocupadas com os Direitos dos Animais, queriam constituir uma Organização não-Governamental para potencializar suas ações.
Dessa troca de e-mails, surgiu a necessidade de uma reunião.
Algumas questões emergiam: O que podemos fazer? E o Poder Público – CCZ, Ibama, Polícia Ambiental...- afinal, quem faz o que?
Pronto! Das dúvidas, a idéia: por que não reunir pessoas com o mesmo espírito, com as mesmas dificuldades, reunir especialistas e realizarmos um “Fórum de debates”.
Reuniões após reuniões, a idéia foi tomando corpo e o trabalho se avolumando.
No sábado, 08 de agosto, com 202 pessoas pré-inscritas, o Fórum sobre os Direitos dos Animais aconteceu na Câmara Municipal de Sorocaba.
Após a abertura feita por mim, o promotor de Justiça de São José dos Campos, Laerte Levai, falou aos presentes sobre legislação relativa aos direitos dos animais. Além de promotor, o palestrante é jornalista e escritor e ajuizou ações civis públicas pioneiras contra o abate cruel nos matadouros, a experimentação animal e os abusos em animais de circos, entre outras. Ao fim de sua exposição o público se levantou e o aplaudiu em pé, em uma manifestação de satisfação por conta de sua atuação firme em defesa da causa dos direitos dos animais.
Seguiu-se a exposição da bióloga e antivisseccionista Tamara Bauab Levai, autora do livro “Limites éticos da experimentação animal”.
O painel seguinte foi apresentado por representantes das Ongs Salve se Puder e Gamah. Ambas falaram sobre as atividades das organizações às quais pertencem e sobre as dificuldades que têm para levar adiante seu trabalho em defesa dos animais.
A última atividade do dia foi uma mesa redonda, onde gestores e representantes de órgãos públicos falaram sobre suas respectivas atividades e competências e responderam a perguntas do público presente.
Ainda não tivemos tempo de fazer uma avaliação de forma mais profunda, mas, pelo público presente e pela qualidade das intervenções, entendemos que o evento foi um grande sucesso, superando bastante a expectativa do grupo, no que se refere ao número de inscrições. Esperávamos cerca de 150 pessoas e compareceram mais de 200. Além disso, os temas debatidos foram importantes para a formação e sedimentação de conceitos sobre os direitos dos animais.
Ao final do evento, o entusiasmo dos presentes gerou a necessidade de um novo encontro para desenvolver ações concretas. Já com data marcada, o grupo pretende desenvolver um fórum permanente, para debater e promover atividades.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Fórum sobre Direitos dos Animais




Abandono, maus-tratos...
Animais têm direitos? Quais? Que leis os amparam?
Qual é o papel da “Zoonoses”, do Ministério Público, da Fundação Chico Mendes...das Ongs?
Carrocinha? Castração?
Qual é a política pública para os animais em Sorocaba?
Esses foram os temas e perguntas que fizeram reunir pessoas e organizações não-governamentais que atuam em defesa dos animais.
A conversa despretensiosa avançou e fez nascer a idéia de propiciarmos um encontro para debater este importante assunto.
Trazer especialistas na área do Direito dos Animais e colocar na mesma mesa os representantes pela execução das políticas públicas voltadas para os animais nos pareceu a forma adequada de esclarecer dúvidas e contribuir para a formulação de propostas para o setor público e para as Organizações não-governamentais.
A proposta é ousada, mas o momento exige.
Sorocaba precisa avançar muito na formulação e na execução de ações em defesa dos animais.
Participe!