quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Um Natal diferente, um Natal em comemoração à vida!




É comum que no Natal, como em tantas outras festas, para alegrarmos nosso paladar provoquemos a morte de galinhas, perus, porcos, vacas, entre outros animais. Eles são mortos porque nós iremos comê-los. Claro! Quase todos eles transportados e mortos a base de muito sofrimento. Ah! Mas são galinhas, porcos, vacas... Há lugares no mundo em que se comem cachorros, gatos e nós nos horrorizamos com isso. Talvez, no Natal, eles escolham, no restaurante, um belo cachorrinho para a ceia. Por aqui, escolhemos patos, perus, carneiros...Lá, cachorros, gatos, coelhinhos e, até, insetos estranhos à nossa culinária! Qual é a diferença?
O Natal nos remete a pensamentos de paz, solidariedade, fraternidade, amor...Vamos colocá-los em prática? Ao menos na noite de Natal?
Proponho uma ceia vegetariana.
Irc! Ceia vegetariana? Ceia de alface, cenoura e chuchu? Não. Claro que não! A comida vegetariana tem que ser equilibrada (carboidratos, proteínas, vitaminas e sais minerais), pode ser light e DEVE ser gostosa. Nesse Natal, experimente ajudar a salvar um desses bichinhos e, de quebra, tenha uma ceia saudável, nutritiva e gostosa! Ah! E mais barata! Veja quantas possibilidades! Entradas Bruschettas - tradicional, de shitake, de caponata; Pão sírio com coalhada seca, homos ou babaganuchi; Guacamole. Saladas Salada de radichio, alface americana e agrião, com molho pesto e crouton; Salada de alface americana, rúcula e molho dijon; Salada de tomate com mozzarela de búfala e manjericão; Salada de fuzili integral com brócolis, abrobrinhas, aspargos e cogumelos; Salada de folhas com queijo gratinado; Salada de folhas com manga e uva itália; Pratos Quentes Couscous marroquino com manga grelhada; Fundo de alcachofra recheado com molho de tomate e queijo ao forno; Quiche de alho poró e a infinidade de quiches vegetarianos existentes; Lazanha de abobrinha ou de beringela; Arroz integral com lentilha; Todas as massas (devem ser integrais) sem molho de carne (molhos de queijo ou de funghi ou pesto); Brócolis e castanha de caju com arroz integral; strogonofe de "carne" de soja; Abobrinha ou beringela recheada; Soufles de legumes; Mousse de acelga com agrião; Sobremesas Todas são vegetarianas

P.S.1 Este artigo não tem a pretensão de “fazer a cabeça” de ninguém, no sentido de buscar a imposição de idéias, de conceitos. Quero, sim, mostrar apenas que há alternativas de uma dieta saudável e coerente com o chamado “espírito natalino". Quero, também, provocar a discussão sobre a importância de começarmos, ao menos, refletir – em tempos de crise ambiental – sobre a necessidade de mudanças de nossos hábitos de consumo, inclusive, de nossos hábitos alimentares. *Pra a elaboração de quaisquer desses pratos é possível se buscar a receita “nele”, no “oráculo”, “naquele que tudo sabe”, no Google! rs rs

P.S.2FELIZ NATAL A TODOS!

P.S.3Desculpem o repeteco do texto. É que é Natal, de novo! rs

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Eco-chato?



Dia destes, depois de tentar, sem sucesso, que as autoridades competentes impedissem o corte de várias árvores nativas em um bairro da região central de nossa cidade, duas pessoas me ligaram para que eu pudesse intervir. Lá fui eu, fazendo às vezes de autoridade constituída.
Poucos dias após, um vizinho estava pondo abaixo uma árvore plantada na calçada na frente de sua casa. Parei o carro e procurei explicar sobre a ilegalidade do ato e o erro, do ponto de vista ambiental.
Na semana seguinte, outro vizinho promovia a mesma ação. Novamente desci do carro, e, entre as diversas explicações e tergiversações ouvi, estupefato, a de que a inocente quaresmeira que enfeitava a calçada era esconderijo de marginais(sic). Não pude conter a ironia: “Minha senhora, tá descoberta uma forma eficaz de combate à criminalidade! Proporemos o corte de todas as árvores da cidade”, disse-lhe.
Um pouco antes destes fatos, havia denunciado à Promotoria que um estabelecimento comercial construiu um estacionamento em Área de Preservação Permanente, situada a poucos metros do leito do Rio Sorocaba, bem no centro da cidade. Note bem o que escrevi: Área de Preservação Permanente.
Não consigo controlar o ímpeto de parar, discursar, vociferar e denunciar quando testemunho agressões ao meio ambiente, mas, fico me perguntando: se um cidadão (eu) entre 576.068, num raio de quase 456 km2, em apenas um mês, se depara com todos estes fatos, o que não deve passar longe de nossos olhos e dos olhos das “autoridades competentes”em todo o território do município?
No que tange à arborização urbana, as leis não têm se mostrado suficientes. É necessário, minha cara amiga Jussara, secretária de Meio Ambiente, que se realizem campanhas intensas para a divulgação da proibição e as conseqüências relativas ao desrespeito, especialmente da legislação municipal específica e da lei de crimes ambientais.
Necessária, também – e cuido de solicitar publicamente - que se realize uma audiência pública, com a presença de especialistas e demais interessados para a revisão da legislação municipal. Legislação, aliás, oriunda de um Projeto de Lei de Iniciativa popular, cujas ações para a coleta de 13 mil assinaturas, tive a honra de coordenar.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O Projeto Mucky e o papel de cada um





Recentemente, tive a oportunidade de conhecer o projeto Mucky, criado em 1985 para dar assistência a primatas brasileiros provenientes de abandono ou do tráfico de animais silvestres. É o único do gênero no Brasil.
Foi muito bom ver a dedicação, a sensibilidade, a generosidade e o carinho para com primatas, filhos de nossas matas. Aliado a estes atributos, ressalto a alta competência tecno-científica.
Tudo isto deveria deixar-me feliz. Em parte, fiquei, especialmente, por conhecer pessoas com elevado grau de desprendimento e generosidade.
Mas foi muito sofrido conhecer os motivos que fizeram com que cada um daqueles saguizinhos ou bugios chegassem até o Projeto Mucky. Um deles, por exemplo, ficou cego por conta da brasa de cigarro que lhe foi colocada próximo da córnea. Muitos têm problemas seríssimos de locomoção em razão de maus tratos ou de processos absurdos de transporte desses bichinhos para o comércio.
Ruim também ver a dificuldade pela qual passa o projeto por falta de receita sistemática que dê a sustentação que merece e necessita.
O Muckyenfrenta sérias dificuldades para manter sua estrutura e o seu padrão de qualidade de atendimento.
Eles fazem, e bem feito, a parte deles.
O que cabe a nós?
Cada um de nós que se dispõe a ter um bichinho silvestre como animal de estimação deveria saber que estimula o tráfico de animais. Deveria saber que poucos sobrevivem nesse caminho, especialmente, por conta das condições precárias de captura e transporte.
Portanto, não compre animais, especialmente, os silvestres.
Há várias formas de ajudar o Projeto Mucky. Para conhecê-las, visite o seu site.
A adoção ou o apadrinhamento dos pequenos animais seria uma delas; a outra, muito importante, seria adotar um funcionário.
Certamente, cada ouvinte há de achar a forma adequada de contribuir.
O endereço do site é www.projetomucky.com.br

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Restaurante é fechado por vender carne






Notícia de novembro de 2009: Dois restaurantes foram fechados, no Bom Retiro, em São Paulo, por vender carne de cachorro.
Havia motivos de ordem legal – abatedouro clandestino e a proibição, no Brasil, de abate de cachorro para o consumo. Seu proprietários foram presos.
O fato causou comoção, não pelo aspecto legal, mas pelo cultural. “Nossa, eles pegavam cachorros na rua, matavam e vendiam a restaurantes que os ofereciam cozidos ou assados a seus clientes”, espantam-se os leitores da notícia. E é este aspecto que quero abordar, o lado ético-cultural da relação dos seres humanos para com os animais.
Detalhe da notícia:os proprietários eram coreanos e os frequentadores do restaurante, via de regra, também eram. Na Coréia, a carne de cachorro é vendida e consumida normalmente.
Em visita à Itália, certa vez vi, no espaço destinado à venda de carnes de uma grande cadeia de supermercados,um setor só para a venda de carne de cavalo.
Considerando todos estes fatos, do ponto de vista ético, pergunto: que diferença faz comer carne de vaca, de cavalo, de porco, de cachorro, avestruz, macaco ou gato? Aliás, o porco é, por exemplo, um animal domesticável, inteligente, limpo e usado, inclusive, na Europa, para farejar trufas, dado o fato de que seu faro seria mais apurado do que o dos cachorros. Em meu ponto de vista, diferença ética nenhuma.
Há, evidentemente, diferenças culturais (porco, aqui pode, cachorro, não)e relativas aos impactos ambientais que provocam (o gado provoca mais impacto do que a criação de galinhas).
Notícia de novembro de um ano futuro: fico imaginando um cenário dado por uma mudança de postura ético-cultural-ambiental onde a espantosa notícia seria
restaurante fechado por vender carne.

P.S. Gostei muito de ver o artigo(ainda com uns pequenos erros, aqui já acertados) publicado na Agência de Notícias de Direitos dos Animais (Brigadão, Carol!) e do vídeo que a Goveg passou, demonstrando de forma insofismável o que afirmei sobre a inteligência dos porcos.
Veja o vídeo, vale a pena!http://www.metacafe.com/watch/1973925/nunca_mais_como_carne_de_porco/

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Rodeio, cultura, entretenimento...


No último dia 22, o jornal Bom Dia Sorocaba publicou duas cartas de seus leitores com argumentos favoráveis aos rodeios e nos atacando – ao grupo que articula o Movimento Sorocaba sem Rodeio.
Respondi a carta nos seguintes termos.


Rodeio, cultura, entretenimento...

Com relação às duas cartas publicadas na edição de 22 de outubro no “Bom Dia”, argumentando que os Rodeios são atividades culturais, que movimentam a economia, que os touros não são machucados, que fazemos churrascadas com carne bovina em nossas reuniões (sic), gostaria de manifestar-me.
O Coliseu da Roma antiga já teve atividades consideradas, naquela época, como “culturais”, promovendo o “entretenimento” da população; as touradas, infelizmente, ainda reúnem milhares de admiradores em boa parte do mundo, embora haja um número cada vez maior de “torcedores do touro”; as brigas de canários e galos também já foram consideradas “culturais”. Movimentar a economia? Ora, a compra e venda de drogas também movimenta. Então, calcar as argumentações em “entretenimento” “Cultura” em “geração de empregos”, é por demais superficial. Nem vou entrar nessa argumentação pobre de que fazemos churrascadas.
O debate é: de que cultura estamos falando, de que tipo de entretenimento?
O que está em debate, no plano de fundo, são os paradigmas que devem alicerçar a relação do ser humano para com o meio ambiente, incluindo-se aí sua relação com as árvores, com os rios, com os animais selvagens, com os domésticos e domesticados, enfim, sua relação com o planeta. As perguntas são: porque fazê-los sofrer para nossa diversão? Que direito temos sobre eles a ponto de torturá-los e matá-los para nosso prazer?
Por último, os missivistas querem nos fazer crer que não há sofrimento animal, tortura, estresse nos rodeios. É, os bois e cavalos corcoveiam de plena felicidade para serem aplaudidos ao final. A gente é que, em nossa ignorância, não entende essa sutil linguagem animal.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ao mestre com carinho!



Este foi o comitê de boas-vindas que os Tucanos montaram para receber os mestres que queriam acompanhar a votação de um projeto de lei de interesse da categoria, na Assembleia Legislativa do Estado, no dia 20 de outubro.

Uma imagem que vale mais do que mil palavras!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

PC do B realiza sua Conferência Estadual



Gabriel Bitencourt é reeleito para a direção do partido

Neste último final de semana, 10 e 11 de outubro, cerca de 600 delegados de todo o Estado de São Paulo reuniram-se na capital para debater os principais assuntos de interesse partidário, eleger sua nova direção e os delegados que participarão do 12º Congresso Nacional do partido.
Gabriel Bitencourt foi reconduzido ao cargo de dirigente estadual do partido e eleito delegado ao Congresso do Partido que será realizado no início de novembro, em São Paulo.

Resolução sobre Meio Ambiente é aprovada

Além da resolução política proposta pela atual direção, apenas outras duas foram aprovadas, uma versando sobre a temática racial e outra, elaborada por Gabriel, sobre Meio Ambiente.
Bitencourt comemora o fato, por entender que “este tema tem que ser alvo de preocupações, reflexões e elaborações de todos os segmentos representativos da sociedade e nosso partido não poderia abrir mão de se apropriar desta causa com o compromisso de fortalecer a luta por um ambiente que abrigue, de forma sadia, estas e as futuras gerações”.

domingo, 11 de outubro de 2009

20 mil assinaturas, um grande desafio!





Já sabíamos, quase ninguém porta os dados de seu título de eleitor. Isso dificulta muito!
Mas estamos firmes e confiantes!
Neste sábado, estivemos no Boulevar Braguinha coletando assinaturas. Estaremos no próximo sábado, no outro, no outro...e em vários outro pontos de aglomerações, até atingirmos nossa meta.


Você quer ajudar e não sabe como? Então veja:

1. As assinaturas só são aceitas “no papel”, nada, portanto, de petição on-line;
2. É necessário, por determinação constitucional que, além da assinatura, sejam colocados os dados constantes no título de eleitor;
3. Como a legislação é municipal, só serão aceitas as assinaturas de quem tem título de eleitor em Sorocaba;
4. Você pode acompanhar nossas movimentações pelo blog e ir “a campo”coletar assinaturas conosco ou...pedir que enviemos um e-mail com o baixo-assinado em anexo.
Você pode coletar as assinaturas e nos entregar o abaixo-assinado completo, ou não.
Entregue nos seguintes locais ou entre em contato pelo e-mail ou telefone que constam da folha do abaixo-assinado.


E-mail: sorocabasemrodeio@gmail.com
Telefone: 9700 7565, com Gabriel

ou

Escritório Estevan Fernandes
Av. Itavuvu, 2668

Clínica Veterinária Cão Boy
Av Gal Osório, 910

Clínica Veterinária “Espaço Veterinário”
Av. Santos Dummont, 100

Restaurante “Laranja Melhor”
Rua da Penha, 999

Obrigado pela contribuição!
Abraço!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ameaça ao Código Florestal


Grupos de parlamentares, representando os interesses de ruralistas ou especuladores imobiliários, têm apresentado inúmeros projetos de lei alterando o Código Florestal, tornando-o menos eficiente no seu objetivo de proteger os recursos naturais.
Em tempos de se repensar o modelo de desenvolvimento, o modelo de sociedade de consumo e as salvaguardas necessárias para se frear as ações destrutivas dos recursos naturais, tais ações representam um inominável retrocesso.
Infelizmente, não estamos sós. Há algumas semanas o gigante da mídia estadunidense, Washington Post, publicou matéria se referindo a ações concentradas de congressistas conservadores e moderados que por lá, também reclamam da legislação ambiental.
Além dos argumentos relativos às necessidades de se “adequar” a legislação ambiental às necessidades de grandes agricultores e pecuaristas, lá e cá reclamam das dificuldades de licenciamento de empreendimentos como rodovias, hidrelétricas, centrais nucleares, aeroportos e outros.
O que nos cabe?
É nosso papel acompanhar este debate e cobrar de nossos representantes no Congresso Nacional que sejam vigilantes quanto às tentativas da chamada flexibilização da legislação ambiental, o que trará maiores prejuízos ao nosso tão agredido meio ambiente.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

...e quem paga o pato, ou melhor, o piso?

Foi tudo mal feito!
À época era vereador. Claro, por dever de ofício fiscalizava tudo o que envolvia a Administração Pública Municipal e seus atos.
Quando soube da pretensão do prefeito em trocar todo o piso do centro da cidade, fiquei por demais atento. Tanto pelas vultosas quantias que seriam despendidas dos cofres públicos, quanto pela substancial alteração na paisagem urbana que tal ação proporcionaria.
Depois de buscar as informações, passei às críticas.
Primeiro passou-se por cima da lei que instituiu um “piso padrão” para a região central da cidade. Se a intenção era mudar o padrão, que se mudasse a lei, portanto! Mas, preferiu-se passar por cima da lei.
Depois o custo. Milhões de reais para se retirar o piso antigo, adquirir o novo e, depois, implantá-lo. Ao mesmo tempo, a cidade carecendo de investimentos em áreas sociais básicas, mas...a ação era classificada de ato discricionário do prefeito – o prefeito tem o poder de decidir sozinho. E como sempre, se ele queria, ele fazia.
Por último, a crítica pelo fato de ser um piso inadequado para os fins a que se destinava – obviamente escorregadio, principalmente ao ser molhado.
Passados os anos e centenas ou milhares de tombos com maior ou menor gravidade, a prefeitura, através de outra administração, resolveu agora trocar o piso.
Vai tirar este, comprar outro e implantá-lo.
Vamos pensar. Houve o custo da remoção do piso antigo, da compra do novo - inclusive com estoque para reposição-, e o custo de sua colocação; agora, a compra de outro, a retirada do atual e a colocação do “novíssimo”. Quanto custa tudo isso? Quem paga tudo isso?
A pergunta que se faz é a seguinte: quem paga por tal ineficiência administrativa?